quinta-feira, 19 de maio de 2011

MEMÓRIAS DO LICEU D. JOÃO III

    Quando alguém me diz que andou no Liceu D. João III, logo percebo que, se não tiver a minha idade, por lá andará, com uma tolerância de mais ou menos 15 anos. Se me disser que andou no José Falcão então a coisa é mais dúbia, pois que tanto pode ter a idade dos meus filhos como a idade que teria hoje o meu Pai. E tudo isto por causa de uma estória cabeluda que passo a contar.
    O Colégio da Artes, fundado por D. João III em 1548 para preparar os alunos para a entrada na Universidade, foi extinto em 1836, dando lugar ao Liceu de Coimbra, que viria em 1871 a ocupar o Colégio de S. Bento, situado a Norte do Jardim Botânico, no ponto onde a Rua do Arco da Traição entronca com o Aqueduto de S. Sebastião. Em 1914 o liceu tomou o nome de José Falcão e, anos mais tarde, viu nascer no mesmo edifício um segundo liceu – o Júlio Henriques. Tendo o Colégio de S. Bento ficado acanhado para os dois, construiu-se de raiz um edifício na Av. Afonso Henriques, o qual deveria vir a albergar apenas o Liceu Júlio Henriques. Como, entretanto, foi decidido que Coimbra tivesse apenas um liceu, mandou-se ampliar o novo edifício, onde estava já a funcionar o Júlio Henriques, e meteram-se lá dentro os dois, agora fundidos num só,  com a denominação de Liceu D. João III. Esta mudança de patrono não terá sido pacífica – José Falcão, catedrático da Universidade de Coimbra e professor do Liceu de Coimbra, foi um ideólogo do republicanismo enquanto D. João III tem a mancha de ter trazido para Portugal a Inquisição – pelo que, chegados a 1974, o liceu retomou o nome de José Falcão. Quanto a Júlio Henriques, ilustre meste e cientísta de Botânica, o homem nem era político pelo que não contou para estas contas.
    Foi, assim, apeado D. João III, o que não deixa de ser uma injustiça para um rei a quem a cidade deve a transferência definitiva da Universidade de Lisboa para Coimbra. Dito por outras palavras, deve a importância que teve ao longo de cinco séculos, até que outras Universidades fossem criadas em Lisboa e no Porto.
    Andei no D. João III "8 - anos - 8", como se escreve nos anúncios das touradas. E o facto de 8 não terem sido 7, logo dá ideia de que aproveitei bem o tempo. Como diria Jorge Sampaio, há mais vida apara além do… liceu!
    Lembro-me de quase todos os professores que tive. E muitos foram excelentes. Não podendo evocá-los a todos, citarei apenas um, aliás, uma, que me aturou 7 anos a fio, tantos quantos Jacob servia Labão, pai de Raquel... isso mesmo, Raquel. Era uma santa! Raquel Braga de seu nome, que todas as semanas promovia peditórios nas aulas de Ciências Naturais e que conseguiu, enquanto por lá andei, construir duas casas para famílias pobres com as economias dos alunos. De pequenino se aprendia a ser solidário!
    O D. João III tinha várias singularidades. Desde logo era um Liceu Normal (onde os professores faziam os estágios). Como liceus destes só havia três no país, era, paradoxalmente, um liceu anormal... por ser Normal!
    Mas tinha mais. Sendo um liceu masculino, tinha ainda pelo início dos anos 50 uma meia dúzia de meninas que, para evitar confusões, passavam os intervalos num torreão ao nível do 3º piso, enquanto os recreios da rapaziada se quedavam pelos pisos térreos. É caso para dizer que o princípio Saias para cima! Calças para baixo! não contribuía aqui para aproximar os sexos, mas sim para os manter afastados. Curioso liceu este...
    O D. João III tinha um reitor abominável: o Pulga! Corria que tinha vindo da Guarda, onde, uma bela noite, teria sido deixado pendurado pela gola do casaco num cabide da sala dos professores. Bem feita! Se era assim para os professores, como não seria para os alunos? Volta meia volta, metia um cigarro na boca e saía a passar revista às tropas. A rota era desconhecida. A hora não era anunciada. Mas certo era que seria num qualquer intervalo, que avançaria pelos corredores cheios de gaiatos, que à sua frente logo um grito abafado correria a avisar – Reitor! Reitor!, que a malta aterrorizada se coseria às paredes, que algum incauto se mexeria e que as galhetas sairiam fortes, fazendo saltar os putos do lugar, enquanto o reitor seguiria impávido. Estranho liceu este, onde os alunos saltavam enquanto uma pulga andava...
    O D. João III tinha as vidraças mais caras do mundo. 60$00 (mais de 30 euros nos dias de hoje!) era quanto o Pulga cobrava aos alunos por um quadradinho de vidro da treta que se partisse. Isto só para o vidro, que para os pregos, o betume e o feitio lá saía mais um par de galhetas e, para a colocação, havia o bom do sô Pedro, carpinteiro de descomunal barriga, cujas calças lembravam um funil de boca tão larga que era preciso abrir a segunda folha das portas para poder entrar nas salas de aula.
    O D. João III tinha as suas hierarquias. Quem entrava no 1º ano era recebido pelos do 2º com uma saraivada de caldos no cachaço, enquanto se ouviam as palavras da praxe – Abaixa, bicho! – e os putos se esgueiravam para o recreio por entre um túnel de pernas e braços que me faz hoje lembrar as descrições do selvático canelão à Porta Férrea. Por aqui se vê que o exemplo vem de cima...
    Mas a hierarquia mais forte era a dos recreios. Os alunos dos dois primeiros anos coabitavam o recreio do 1º ciclo, para onde dava a carpintaria do sô Pedro. O recreio era um espaço fechado entre edifícios altos, um tanto exíguo, onde as brincadeiras eram o Agarra!, o Bone-catrapone-aí-vai-o-bone! e um jogo proibido dentro do liceu, em que uma bola, feita dum lenço ao qual se davam sucessivos nós, era atirada de baliza a baliza até que viessem as “forças do mal” – o Forte ou outro contínuo de serviço – e a empandeirassem para um canteiro alto, inacessível à garotada. Dizia-se que, a horas mortas, as “forças do mal” pediam a escada de madeira ao sô Pedro e subiam ao canteiro para ir buscar as bolas-de-lenço, donde os ditos seriam desembaraçados, estivessem eles limpos ou ranhosos, que o tempo era de penúria e na praça de Coimbra tudo se vendia.
    O grau hierárquico seguinte, o 2º ciclo, era já um luxo. O recreio era um conjunto de espaços amplos, arborizados, com um campo de futebol, um ringue de hóquei e vista directa para as Repúblicas da Boa-Bay-Ela e do Bamus-ó-Bira. Quando os doutores vinham à varanda do 1.º andar e espreitavam por cima do muro do liceu, sentíamo-nos o centro das atenções. E receávamos, até, que estivéssemos a ser espiados para nos raparem mais tarde ou mobilizarem quando fossemos caloiros, não percebendo nós que os maraus estavam era a topar a melhor forma de saltar o muro e roubar a sineta que chamava para as aulas. Afinal eram nossos amigos...
    Mas a grande mordomia estava reservada para o 3º ciclo, os 6º e 7º anos. Para esses, o recreio era a rua. Isso dava-nos uma importância nunca vista! Sentíamo-nos finalistas de qualquer coisa, um pé dentro e outro já fora. Quem vinha das aulas práticas trazia ainda vestida a bata branca, meio desabotoada, parecíamos alunos de Medicina... Fumava-se um cigarro, compravam-se pevides – uma barrica pequena ao Pianinho ou um sputnik ao Calmeirão – descia-se até à Cesaltina e ao Piolho. E os mais afortunados, ao ouvir em baixo o barulho duma Vespa vinda do lado de Celas em direcção à Sereia, acorriam às escadas, abriam uns olhos de espanto de quem vê a Deus e voltavam dizendo para os restantes: – Era o Ramin!
    Lá dentro dos muros, os que não podiam ainda ver a Deus de tão perto, enrolavam os calções da Ginástica ao nível da cintura – “calções à Ramin” – imitando aquele que não tinha medo de esfolar as pernas para melhor voar ao encontro da bola. Ele era o maior, o ídolo da garotada, aquele cujos "calções em V" melhor cortavam o vento, numa época em que um guarda-redes tinha de ser valente, louco e muito homem, não como os de hoje, que usam calças se está frio, que socam a bola se está molhada ou vem enraivecida e que até põem máscara no hóquei só com medo de partirem os dentes! Maricas!...
    E, no domingo, quando Ele mandasse afastar a barreira para, destemido e aventureiro, pegar o inimigo sem ajudas, como o Salvação Barreto fazia no Campo Pequeno, mostrando que maricas eram os do Sporting!, nós haveríamos de pensar que aquela defesa tinha sido feita para a malta do D. João III.
    Zé Veloso

25 comentários:

  1. Fantástico! Uma vez ia levando uma lambada do Pulga, mas esquivei-me a tempo...

    Se hoje sei alguma coisa de português ao Domingos Romão Pechincha o devo!

    Ainda guardo o meu "cartão de saída" do 6º ano. Para se sair cá para fora era necessário o cartão...

    LPA

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    1. Do Colégio da Mealhada, lá íamos fazer os exames do 2º, 5º e 7º anos. Que memórias desses tempos de estudante !

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    2. Caro "Anónimo": Só hoje me apercebi do seu comentário acima, de 23/07/2013, pelo que apenas hoje o mesmo é publicado.
      As minhas desculpas.
      Zé Veloso

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  2. Caro Luís, já não me recordava dessa do cartão de saída...
    E se te esquivaste a tempo da lambada do Pulga, só tenho pena do puto que estava atrás de ti. Eu levei com uma dessas "lambadas em segunda fila" e o Pulga logo se marimbou para o verdadeiro destinatário. A lambada estava dada e pronto, assunto arrumado. Não se tratava de impor justiça mas apenas de impor terror.

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  3. Olá Zé
    Gostei de relembrar algumas coisas mas, no meu tempo, o dito "pulga" era o "escaramuça" (não se chamasse ele Guerra...)e morou na mesma casa em que eu estava com os meius três irmãos, na João Pinto Ribeiro.
    Quanto às árvores no recreio, não passavam de poucas e raquíticas mas o campo de futebol deu para muitas jogatinas de futebol e andebol (o Vítor ainda se deve lembrar, jogava à baliza)

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  4. Viva, Lélio!
    O verdadeiro nome do "Pulga" - assim chamado por causa da sua baixa estatura física - era Mário Guerra. Seria, portanto, o mesmo do do teu tempo.

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  5. Boa noite, meu caro Zé Veloso
    1-Como nasci em 36 e vivi na Alta até 46, recordo bem o liceu feminino, no local que referes.A reitora, D. Dionisia Camões(*), natural da mesma vila de minha mãe,foi bem lembrada no meio liceal feminino e contemporânea do Dr. Guerra, no masculino, pelo seu carater disciplinador.Também era bem conhecido o temperamento da contínua-auxiliar de educação, na nomenclatura oficial, actualmente em uso- à portaria, com ar matriacal, além da bengala.Afastava os gaiatos da Alta ou os estudantes que, no dia do cortejo da Queima, ali se juntavam com os gaiteiros, para provocar a anulação das aulas, no período da tarde.
    Por vezes, a nossa colheita dos pilritos, cujas virtudes médicas desconhecíamos (**),nos múltiplos pilriteiros que adornavam, então, o aqueduto de S.Sebastião, coincidia com a saída das alunas do liceu .Então, a D. Patrocinia (seria o nome ?),vigorosamente, impunha a ordem.
    2-Aproveito para aclarar a tua dúvida(“Também no D. João III havia um Sílvio Pélico, salvo erro a português. Seria o mesmo ou parente?”).
    Na Brotero que frequentei entre 47 e 51 (o Sr.Candido Pereira deve ser meu contemporâneo) tive como professor de geografia geral , com livros publicados, o Dr.Silvio Pélico (filho) que seria irmão do referido no D.Joâo III e da msma coluna familiar http://ninhodoacor.blogspot.com/
    “Silvio Pelico Lopes Ferreira Neto (1867-1935) o nome dum notavel professor de latim que foi reitor do Liceu Central Dr. José Falcão, em Coimbra. Era um purista da lingua portuguesa e um profundo conhecedor da lingua e literatura latina “
    Este nome figura, ainda, no Auto de proclamação da Republica Portugueza nos Paços do Concelho, em Coimbra (Anais do Municipio de Coimbra, pag.114)
    Aos seis dias do mês de Outubro de mil novecentos e dez ,pelas duas horas da tarde
    nestes Paços do Concelho e sala das sessões, achando-se reunida a camara desta
    municipalidade de Coimbra composta dos cidadãos Bacharel Silvio Pellico Lopes Ferreira Neto, vice presidente……
    O meu abraço
    (*) Terás ocasião de encontrar este nome, no tema das ”Repúblicas de Coimbra”, pois foi cofundadora da primeira casa de estudantes(F) , com a Drª. Virginia Pestana e uma familiar do nosso comum amigo, Forjaz.
    (**)Planta da família das rosáceas. Das flores dessa planta extrai-se um princípio ativo, que é tônico cardíaco poderoso, usado como auxiliar dos digitálicos no tratamento dos distúrbios do coração.

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  6. Obrigado, Lélio e Ricardo, pelos v/ acrescentos e referências bibliográficas.
    Zé Veloso

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  7. Huum... A descrição do Pulga está correctíssima. Era assim também no meu tempo (>= 1960). Andei no D. João III do 1º ao 4º ano - em que chumbei e fui para o Colégio Nacional de Anadia. São memórias fortíssimas! Mas ninguém fala no "Contínuo" mais afável que conheci, o Sr. Egídio? :)

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  8. Caro amigo,
    Lembro-me vagamente do Sr. Egídio. Era um tipo bastante alto e com falta de cabelo, não era? Qual era área dele? Um dos laboratórios? Um dos recreios?
    Zé veloso

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    1. Estava nos corredores, era alto, obeso, ruivo talvez, mas sempre sorridente e afável. Não me lembro de mais nenhum contínuo.

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  9. O Sr. Egídio era de facto uma boa pessoa. Não desconsiderando ninguém, tive dois professores que me marcaram bastante: o Dr. Rómulo de Carvalho, professor de Matemática (provavelmente haveria, na altura, falta de professores de Matemática e ele desempenhou esse cargo durante algum tempo) e o Dr. Leitão de Figueiredo, professor de Inglês. A este senhor devo a grande paixão pela língua inglesa, que ainda hoje se mantém.

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  10. Relendo este 'post', veio-me à memória um episódio divertido dos meus tempos de D. João III. Como se lembra quem frequentou o D. João III, havia escarradores de cerâmica distribuídos pelos corredores, à entrada das salas, uma prática corrente nos organismos públicos da altura. Num improvisado jogo de futebol, com uma carica de garrafa de cerveja, durante um intervalo, à entrada de uma sala de aula, um grupo de colegas mais velhos partiu um desses escarradores. O empregado ouviu o ruído, identificou três culpados e levou-os ao Pulga, que os correu à chapada e os intimou a pagar o escarrador. Obrigados a contar aos pais o acontecido, os três culpados reuniram o dinheiro e pagaram. Mas o novo escarrador nunca mais apareceu. Nos tempos que se seguiram, tornou-se hábito chatear o empregado e perguntar-lhe: "Então o escarrador, quando é que vem?". Mas ele limitava-se a mostrar um ar indignado. Até que um dia, no exacto sítio onde o escarrador tinha existido, apareceu algo embrulhado num papel de jornal. O empregado aproximou-se, cauteloso, abriu as abas do jornal e deu de caras com um poio gigantesco, de alguém que não esvaziava o intestino há, pelo menos, três dias. Indignado, o empregado gritou: "Isto passou as marcas! Vou já dar parte disto ao Senhor Reitor!". E foi então que, do monte anónimo de alunos que se tinham juntado à volta da cena, se ouviu: "Não lhe dês parte! Dá-lho todo!".

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  11. Descobri agora este blog e vou por ca voltar.
    Entretanto...tambem eu conheci o entao reitor Pulga e tive a "subida graça" de visitar o seu escritorio, logo ao lado da secretaria onde, depois dum saboroso "entao que é que de bom andavam a fazer?!..", eu e o saudoso jaime Veloso, me acertou alguns bofetoes.
    Tenho ideia que o Jaime apanhou menos do que eu mas ja nao me recordo porque.
    Entretanto, ja la vao umas semanas, passei pelo liceu onde vi afixado um cartaz anunciando comemorações dos (salvo erro) 75 anos do mesmo.
    Alguem me sabe dizer o que esta previsto acontecer ?
    Eu vou aparecendo
    abraco a todos
    Elio Fidalgo

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  12. Caro Elio,
    Procurei indagar o que se passa hoje com o D. João III: As comemorações decorreram durante uns 2 anos e já terminaram.
    NO facebook existe um grupo "Liceu Normal D. João III, Coimbra", recentemente criado, onde qualquer um se pode inscrever.
    Um abraço,
    Zé Veloso

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  13. Como aluno do D.JoãoIII na decada de 50 a 60, apenas a lembrança da execrável professora de Matemática laura mano que me reprovou na oral de Matemática do sétimo ano, vindo da escrita com 14 valores. Saudades de Rómulo de Carvalho, Beatriz Paula e Manuel da Silva!!! Saudações
    Henrique Simões

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  14. Bons tempos.
    Há quanto tempo não te vejo.
    Um grande abraço
    Carlos Moás

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    1. Viva, Carlos, por onde andas? Tudo bem contigo?
      Quantas cadeiras estudámos juntos...
      Aqui te deixo o meu mail: jveloso700@gmail.com
      Um abraço
      Zé Veloso

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    2. Olá Carlos, há quanto tempo não via a tua cara. Como estás, por onde andas, deixo-te o meu e-mail ( casadegatao@gmail.com )caso queiras dizer-me alguma coisa. Já sou avô de maneira que conseguimos ter o nosso olhar para o passado, para o presente e para o futuro, por enquanto ... Um marco da minha existência é a minha passagem pelo Liceu D. João III . Revejo-me totalmente nas palavras do Zé Veloso, embora eu seja duma geração posterior à dele. Ainda tenho na minha mente (e coração) os nomes de professores que tive nessa altura. Fernanda Velho (Rata Sábia) a quem devo o muito que se sabia de Geografia, o Monteiro Rodrigues , excelente professor de matemática e geometria, a Laura Mano, O Ivo Cortesão, a Alice Gouveia de Português, a Dra. ... Braga (não me lembro do 1º nome)a Francês,o Padre Alexandre que dinamizou de tal maneira as suas aulas, levando a que todos os alunos a lessem a Bíblia. O Prof. Galvão de História, a Adelaide Peixinho a Inglês (Luso-africana). O Prof. de Cantecoral Balbino, etc . Uma Professora de F.Q. lindíssima (não me lembro agora do nome - toda a malta mais velha vinha vê-la entrar no seu Fiat 600 ... ).Obrigado ao Zé Leitão que me mandou este e-mail, e ao Zé Veloso que descreveu tão bem o "nosso" D. João III . Fico a aguardar notícias Moás.Um grande abraço.

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    3. Obrigado pelo comentário, Jorge.
      A professora lindíssima era tão linda que a alcunhámos de "Menino Jesus"!...
      Apanhas o Carlos Moás no Facebook. O perfil dele é Carlos Moás.
      Um grande abraço,
      Zé Veloso

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  15. Entrei para o D. João III em Outubro de 69, para o 6º ano, ainda com um cheirinho da crise recente (uma ou duas corridas à frente da policia, momumentais abaixo até à Praça da Republica, alguns avistamentos de Jeeps ainda coroados com arame farpado e pouco mais). Creio que o Reitor já não seria o Pulga (pelo menos essa alcunha já nada me recorda), mas o dessa altura não deixava de ser bravo. E se sentia o cheiro a tabaco ao cruzar-se com algum fumador de regresso da zona de fumadores, lá para trás do ginásio, a coisa complicava-se muito. Safei-me uma vez por vir do lado da janela, mas o colega de dentro não teve a mesma sorte.
    Garotas já não havia e cartão para vir à rua também não me lembro. Do Manuel da Silva sim, excelente professor. Bons tempos

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    1. Peço imensa desculpa por apenas hoje ter publicado este comentário mas acontece que não dei pelo alerta da sua entrada.
      Zé Veloso

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  16. Frequentei o D. João III em 62, 63 e 64 e lembro bem tudo o que por aqui está escrito. Também tive como professor o Dr. Pechincha o Dr. Leitão de Figueiredo a Dra. Beatriz Paula e Dr. Nunes de Figueiredo. Mas tenho que lembrar aqui alguns outros professores de quem até se contavam histórias engraçadas como é o caso do Dr. "Fígaro" (esta era a alcunha.O nome já não lembro). E a Drª Juliana e o Dr. Lapa ? E o Padre Alexandre?

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    1. Caro amigo, obrigado pelo seu comentário e desculpe-me só hoje o ter validado.
      O D. João III foi um liceu deixou muitas saudades à grande maioria dos alunos que por lá passou.
      Esta crónica carrega as tintas em algumas questões negativas e faz humor com outras tantas contradições mas creia que foi escrita com muito amor.
      Um abraço, Zé Veloso

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  17. No meu comentário de 26 de Setembro esqueci-me de dizer que também eu vivi no Bairro da Cumeada ( Rua Luis de Camões ). Um abraço

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